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Saúde Pública

Seria um equívoco o retorno do Pronto Socorro do HGV, afirma Sintsprevs-PI

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  José Teófilo, diretor do Sintsprevs-PI e Conselheiro de Saúde

Câmara de Vereadores de Teresina,  aprovou na quarta-feira, 10 de junho, um requerimento solicitando a reabertura do Pronto-Socorro do HGV (Hospital Getúlio Vargas).

Diretores do Sintsprevs-Pi avaliam que essa decisão é um equivoco dos vereadores da capital e se posicionaram contra essa decisão.

José Teófilo, diretor do Sintsprevs e conselheiro de saúde, argumenta que o HUT (Hospital de Urgência de Teresina) onde o pronto socorro atualmente funciona, “foi criado como medida do SUS no processo de descentralização das atividades de saúde”.

O HGV desde a sua inauguração em 1941 é uma referência para toda região norte e nordeste do país.  Até maio de 2008 o HGV dava conta de todos os serviços complexos de saúde e também servia de pronto socorro. Com a inauguração do HUT, em 2008, o HGV deixou de fazer serviços de pronto socorro e fortaleceu atendimentos de alta complexidade como,  ortopedia , nefrologia e câncer,  etc.

“Seria um retrocesso o HGV voltar com o serviço de pronto socorro. Isso porque contraria uma política de descentralização do SUS, cujos municípios, como o caso de Teresina, via HUT, a Prefeitura é a principal executora dos serviços de urgência e emergência”.

Inácio Schuck, diretor do Sintsprevs-PI e conselheiro de saúde, avalia que “a volta do serviço de emergência além de improvisado no HGV, é inaceitável sob todos os aspectos de acessibilidade,  e tantos outros. O HUT precisa ser ampliado na parte de cima, que tem muito espaço a ser aproveitado”.

Teófilo reconhece que o HUT hoje está sobrecarregado.  “A saída seria pressionar no sentido de haver engajamento das três esferas de governo para que o espaço físico do HUT para o atendimento de urgência e emergência seja ampliado, inclusive com a garantia de mais recursos para o atendimento”.

“A municipalização do atendimento é um caminho sem volta e as entidades que têm função de controle social devem ser ouvidas e se manifestar”.

 

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