Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência Social no Estado do Piauí - SINTSPREVS/PI
Boa madrugada! Teresina, 20 de junho de 2018
19/02/2018 - 10:44

Sintsprevs-PI alerta que intervenção militar coloca democracia brasileira e a eleição presidencial de 2018 em risco
Dirigentes sindicais e representantes de entidades sindicais e estudantis piauienses fizeram nesta segunda-feira, 19/02, na Praça Rio Branco, no centro de Teresina, ato protesto contra a reforma da previdência. À tarde, houve um ato de protesto no aeroporto da capital. O presidente do Sintsprevs-PI, Antônio Machado, afirma que além da retirada de direitos feita através da reforma trabalhista e a terceirização, o governo Temer agora vem ponto em prática uma intervenção militar, como a que está acontecendo no Rio de Janeiro. “Mais uma vez os pobres são atacados, agora pelo decreto do governo Temer que impõe uma ocupação do exército nas favelas do Rio de Janeiro, como se o problema da segurança pública não fosse um problema social e, isso não resolve. Essa medida serve de alerta para os movimentos sociais, fiquemos atentos e de prontidão, pois isso pode descambar para repressão política e a suspensão das eleições diretas para presidente este ano”. Dezenas de militantes distribuíram panfletos para pessoas nas ruas e no comércio, se revezaram em num carro de som onde alertaram sobre as mudanças propostas pelo governo, que aumentam o tempo de contribuição e a idade para que os brasileiros mais pobres possam se aposentar. Para Machado, "o governo com a reforma quer em enfraquecer a previdência social pública e fortalecer a seguradoras privadas através da previdência complementar, aumentar o tempo de contribuição e de idade dos mais pobres, forçar o pensionista ficar apenas com uma pensão quando falecer um membro do casal, fazer com o que os trabalhadores rurais passem a contribuir por 15 anos mensalmente e que os indigentes só se aposentem aos setenta anos, ou seja, depois de mortos”. “Só com o pleno retorno da democracia, um governo legitimamente popular poderá dialogar com a sociedade, mostrar transparência da arrecadação e gastos de previdência social. Para isso, será imperativo ouvir e debater com o povo e entidades organizadas, fazer um plebiscito ou referendum para legitimar ou não as principais decisões a serem efetivadas”.



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